Observatório busca mitigar os impactos da violência armada, apoiar práticas de redução de danos, ampliar o acesso ao cuidado psicossocial e valorizar os saberes locais. Ao mesmo tempo, pretende se consolidar como referência científica e social para que experiências exitosas em territórios vulnerabilizados possam inspirar políticas públicas e ser replicadas em outras regiões do país.
O compromisso central é promover um espaço de construção coletiva de conhecimento que contribua para a transformação da realidade concreta das comunidades, valorizando a ciência, a saúde, a proteção e a esperança como caminhos para enfrentar a violência e fortalecer a vida.
O Observatório é uma portal institucional da Fiocruz coordenado pela Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fiocruz e pelo Programa Institucional de Política de Drogas, Direitos Humanos e Saúde Mental da Fiocruz com apoio do Programa Institucional de Violências e Saúde da Fiocruz.
O portal será lançado por necessidade identificada pela Fiocruz de compreender e enfrentar os efeitos profundos da violência armada na vida de profissionais de educação, de saúde, de segurança pública e moradores(as) de favelas e periferia do estado do Rio de Janeiro.
A violência armada impacta diretamente a saúde mental, gerando sofrimento psicossocial, transtornos relacionados ao estresse e uso problemático de substâncias psicoativas. Profissionais de escolas, de saúde, de segurança pública e moradores enfrentam cotidianamente situações traumáticas e eventos de violência armada que demandam respostas urgentes e baseadas em evidências científicas.
O Observatório tem como objetivo reunir, organizar e divulgar dados e pesquisas sobre esses impactos, transformando-os em instrumentos de fortalecimento das políticas públicas e de apoio às ações comunitárias. Mais do que um espaço de análise técnica, é um canal de diálogo e colaboração entre ciência, serviços de saúde e sociedade civil, construído a partir da integração entre a Fiocruz, organizações comunitárias e redes locais.
Construção de bancos de dados qualiquantitativos sobre violência, saúde mental e uso de substâncias.
Realização de pesquisas qualitativas em saúde com profissionais e moradores.
Desenvolvimento de materiais educativos e cartilhas territorializadas.
Promoção de atividades de divulgação científica crítica em linguagem acessível.
Articulação de fóruns territoriais para fortalecer a participação social.